Militares têm ocupado lugares nas arquibancadas da Olimpíada para evitar que sejam vistos espaços vazios nos eventos olímpicos, principalmente ginástica e natação.
Essa foi uma das medidas tomadas pelo comitê organizador de Londres-2012 diante da imagem de assentos desocupados nos dois primeiros dias de competições.
O maior problema está na arena North Greenwich, onde é disputada a ginástica. Mas isso se estende ao Centro de Esportes Aquáticos, em algumas provas, e aos estádios de futebol; o jogo de domingo do Brasil foi exceção.
Assim, cresceram críticas de jornais e torcedores aos organizadores dos Jogos. Houve até pressão do governo britânico que pediu a distribuição de bilhetes extras. A maioria desses lugares que estão desocupados pertenceria a credenciados.
"São lugares do COI [Comitê Olímpico Internacional], de jornalistas e atletas. E há uma pequena parte de patrocinadores", afirmou o diretor de comunicação do comitê, Mark Adams, depois de uma investigação sobre o assunto.
Os setores populares, nos quais os bilhetes foram vendidos, têm ficado lotados. Foi o que se viu pela segunda vez em North Greenwich. O setor de credenciados, que inclui três conjuntos de cadeiras, estava quase todo vazio enquanto ginastas brasileiras faziam sua fase de classificação pela manhã.
Mas, gradualmente durante o dia, foram aparecendo batalhões de militares para ocupar esse setor. A cada nova sessão havia uma troca de turno, como no Exército. "Se temos o Exército sentado lá, em período de descanso e de transição, pergunte a eles se querem sentar e assistir. Eles podem. Não é que estejamos mobilizando o Exército para resolver isso", disse o presidente do Locog, o ex-atleta Sebastian Coe.
Fonte: Folha de São Paulo e nosdiasdenoe.blogspot.com.br



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